Ensaio

Rolê pela Oscar Freire + Look vintage maravilhoso

 Não sei vocês, mas se tem algo que eu amo fazer é andar por São Paulo sem rumo algum, só fazendo algumas fotos. Sendo assim, não é difícil de imaginar que eu não iria recusar o convite da Layla de ir com ela e uma amiga à rua Oscar Freire, uma das ruas mais famosas de São Paulo e que tem ótimos locais para fazer alguns cliques.



 Eu nunca havia ido na Oscar Freire antes, mas se tem uma coisa que eu posso dizer logo de cara é que é uma rua extremamente burguesa, algo que de certo modo me irritou um pouco. Porém, é também uma rua muito bonita e organizada; sem comentar que é um ambiente que nos permite fazer fotos urbanas com vários prédios de plano de fundo, ou até mesmo fotos mais simples e com o as nossas queridas plantinhas.

 E como se não bastasse as fotos incríveis, esse passeio ainda me rendeu uma amizade maravilhosa, que é a poderosíssima Giovanna Moreira, uma pessoa super divertida, carismática, e que tem um dos corpos mais bonitos que eu já vi ao vivo, haha.





 Agora deixa eu falar um pouquinho sobre esse look maravilhoso que eu usei pela primeira vez mas que com toda certeza se tornará um dos meus looks mais usados nos próximos tempos. Começando pela peça superior, eu comprei essa blusa no Brechó Desencanto, um brechó incrível onde as peças já são pré-selecionadas, o que te permite evitar passar horas garimpando em meio à montanhas de roupas, caso você não tenha muita paciência.

 A calça eu comprei em uma loja do Brás da qual eu não me recordo o nome. Já o cinto foi comprado na Textil Abril, uma loja enorme que fica ali na região da Brás (e vocês irão me ver com este cinto a todo momento a partir de agora, pois eu paguei por ele um valor bem mais alto do que eu pretendia).


 Se você nunca foi para a Oscar Freire mas tem interesse, eu recomendo que faça o caminho que eu fiz, que foi descer na Estação Sumaré (linha verde) e sair diretamente no comecinho da rua, o que te possibilita andar ela toda e fazer diversas fotos.

 Todas essas fotos foram feitas e editadas pela Layla Fernanda, e vocês podem conhecer mais do trabalho dela clicando aqui. Se algum de vocês tiveram interesse pelo trabalho dela, e ficaram com vontade de ter um ensaio lindão desses, é só entrar em contato com ela através da DM do Instagram e solicitar um orçamento. Lembrando que ela só atende em São Paulo.

 Me contem aqui nos comentários o que vocês acharam das fotos, do look, e compartilhe com os demais leitores lugares bacanas para fotografar na cidade onde você mora.
Fast Fashion

Adeus fast fashion

 Vocês sabem o que é fast ou slow fashion? Pois é, eu também não sabia até alguns dias atrás, quando a linda da Liz Chollet postou uma foto maravilhosa no Instagram onde ela falava sobre parar de consumir fast fashion, e ainda me introduziu ao que é chamado de roupateca, um lugar onde você pode alugar roupas por um determinado tempo e depois devolver para que outras pessoas também usem. Genial, não? Foi a partir desse post e de uma conversa sobre moda sustentável, que eu tomei a iniciativa de pesquisar sobre como funciona a produção de moda atualmente, e é justamente dessa produção que surgem os termos fast fashion e slow fashion.

 Fast fashion significa Moda rápida, e é toda a moda produzida e consumida em massa. Então todas essas marcas grandes que estão atualizando seus catálogos semanalmente, como a Renner, C&A, Marisa, Riachuello, etc, são marcas que se utilizam deste estilo de produção.

 Já Slow fashion significa Moda lenta e é um movimento sustentável que contrapõe o Fast fashion, se preocupando com a conscientização da população para que todos percebam como a produção em massa de tanta roupa prejudica o  meio ambiente, afinal de contas, estamos nos apropriando de recursos naturais finitos e que devem ser usados com sabedoria. Além do mais, para produzir peças em grandes quantidades, muitas marcas se utilizam de mão de obra barata, e em alguns casos até mesmo escrava.

 Ta Gustavo, mas que diferença faz eu consumir slow fashion enquanto todo o resto do mundo continua consumindo fast fashion? Primeiramente, você tem o alívio de saber que não contribui para isto, sem comentar que, a partir do momento em que você decide agir de maneira diferente, as pessoas notam isto e começam a se questionar, e isso pode ser uma grande oportunidade para levar o movimento à frente.

 Ok, agora que nós sabemos o que é fast fashion, slow fashion, e qual a diferença entre ambas, a pergunta que não quer calar é: quem não compra em marca fast fashion compra onde? Bom, isso é o que eu também estou descobrindo a cada dia que se passa, mas por hora eu posso dizer algumas alternativas para vocês, sendo a primeira dela os brechós. Eu não sei vocês, mas eu sou completamente apaixonado por brechós (mesmo nunca tendo comprado nada em um o que está por mudar), e isso facilita muito a vida de quem quer aderir ao movimento Slow fashion. Para quem não conhece nenhum brechó próximo de onde mora, também é possível comprar através da internet, onde para nossa alegria existe diversos brechós com peças de todos os estilos e tamanho, é só dar uma pesquisada (principalmente pelo Instagram).

 Outra alternativa são os bazares de igreja, onde as pessoas vendem de tudo, inclusive roupas. Muita gente ainda prefere o bazar ao brechó, pois como é um método de arrecadar fundos para a igreja e acontece na igreja, eles não cobram muito caro pelas peças (conheço gente que comprou peças de grife semi-novas por R$5,00 em um bazar de igreja).

 E é claro que além de brechós e bazares, vocês também podem comprar roupas diretamente com lojas slow fashion. Infelizmente eu ainda não conheço muito para indicar para vocês, mas vocês podem procurar por elas ai na internet (pesquisem por roupas veganas que vocês irão encontrar rapidinho). E sim gente, eu sei que as roupas em lojas slow fashion são bem mais caras do que o comum, mas vale sempre lembrar de que a qualidade é muito melhor do que uma roupa de fast fashion, e também que o processo todo pelo qual aquela pecinha passou não causou o impacto ambiental que a sua blusinha de R$19,99 da Marisa causou.

Bom, agora que já tivemos acesso a esse tantão de informação nova, está na hora de parar e pensar o que vocês irão fazer com ela. Eu acabei de fazer uma promessa de que eu ficarei até o fim do ano sem comprar qualquer peça de fast fashion, o que será um grande desafio para mim mas que eu darei o meu melhor para conseguir. Ao longo desse processo eu volto aqui para atualizar vocês e também, é claro, mostrar cada pecinha nova que eu adquirir durante este período.
crítica

O que eu achei do final de Pretty Little Liars?

  Eis que sete anos após sua estréia, Pretty Little Liars finalmente chega ao seu fim, acabando de uma vez por todas com a pergunta que por muitos anos ficou na cabeça de todos os telespectadores: quem é A?


 Post livre de spoilers.

 Primeiramente eu gostaria de dizer que se você, assim como eu, terminou de assistir a série, você é uma pessoa digna de respeito, porque não foi nada fácil aguentar tanta enrolação para concluir uma única história. Tudo bem que foi uma história extremamente complexa do início ao fim? Tudo bem. Mas que ainda sim foi uma enrolação, isso foi.

 A grande questão é: valeu a pena toda essa enrolação? A minha sincera resposta é sim, valeu a pena. Eu não discordo daqueles que dizem que a série poderia ter terminado com apenas três ou quatro temporadas, mas cá entre nós? A gente amou acompanhar cada episódio dessa grande trama.

 Desde o primeiro episódio a pergunta que sempre fica no ar é: quem é A? E chega a ser engraçado, pois ao mesmo tempo que é a pergunta mais feita por todos, é a pergunta mais respondida dentro da série. Quantos A's nós não tivemos ao longo desse enorme suspense? E o mais incrível de tudo é que mesmo respondendo a bendita da pergunta e revelando quem era essa desgraça desse A, essa santa letrinha nunca parou de nos infernizar. Nem a nós e nem as nossas queridas ou odiadas Liars.

 Nessa última temporada o grande vilão decidiu se renovar e dar o ar de sua graça com duas letras ao invés de uma pra mostrar que aquilo que ta ruim pode piorar. Agora o que antes era A, se tornou A.D, que como tudo nessa série, resulta nas iniciais do nome de muita gente. E como que a gente faz pra descobrir quem é? Isso mesmo, a gente simplesmente não descobre.

 Confesso que essa última temporada foi uma das minhas favoritas, e a grande revelação no final me pegou completamente desprevenido. Eu juro para vocês que eu não fazia a menor ideia de que seria aquela pessoa. Para falar a verdade eu nem sabia da existência daquela pessoa. Agora é a hora que vocês pensam como A.D. pode ser uma pessoa que o telespectador sequer sabe que existe? É meus queridos, perguntem isso para quem teve a capacidade de desenvolver um desfecho daquele, porque essa pessoa realmente está de parabéns.

 Foram sete anos de série no ar, muita enrolação, muito drama, muitos romances, muitas mortes, muitos segredos, muitas traições, muitas descobertas, muitos vilões e muita mistério; mas no final eu me dei por satisfeito. Eu estava com muito medo de me decepcionar com o final dessa história que eu acompanhei com tanto gosto, mas felizmente isso não veio a acontecer. Pelo contrário, pela última vez Pretty Little Liars conseguiu me surpreender ao nível de me deixar sem palavras.

                                                                                                                                            - A
blogosfera

5 coisas que você precisa saber antes de criar um blog

 Adivinha quem ressurgiu das cinzas? Eu mesmo, Gustavo Melo! Irei justificar meu sumiço em uma única frase: final de semestre. Existe período mais cansativo que final de semestre? Sinceramente, não sei como vocês aguentam.

 Mas enfim, menos reclamações e mais conteúdo. Confesso que nesses últimos dias eu tive um tremendo bloqueio criativo, e foi só hoje que eu consegui desenvolver alguma ideia em um post bacana para compartilhar com vocês. Meu papo hoje será direcionado para aqueles leitores que estão pensando em criarem seus próprios blogs, algo que me deixa super feliz e que eu super apoio, mas que também não é tão simples quanto parece. Foi pensando nisso que eu decidi compartilhar 5 coisas que você precisa saber antes de criar um blog.

 1. Blogs não são mais tão consumidos quanto antigamente.
 Não sei se todos vocês têm consciência disto, mas hoje em dia o público leitor de blogs é muito menor do que o público de alguns anos atrás. Quer comprovar se isto é verdade? Chega no seu circulo de amigos e pergunta quantos deles acompanham algum blog. Provavelmente será um número bem baixo e muito diferente do número que teria se tivesse perguntado quantos deles acompanham algum canal no youtube.

 2. Você não conseguirá centenas de leitores do dia para a noite.
 Como acabamos de ver, o público leitor de blogs já está cada vez menor, portanto livre-se daquela ideia de que você irá criar um blog e em questão de semanas já terá centenas de leitores fiéis que irão interagir contigo em todas as redes sociais. Conquistar um público fiel é um desafio constante para todos os blogueiros, sendo algo que exige tempo e estratégias.

 3. Os leitores gostam de saber quem é a pessoa por trás daquilo que elas leem.
 Esse é um grande problema que eu venho encontrando nessa nova geração de blogueiros. Muitas pessoas estão criando blogs com um único objetivo de conseguir parceria com marcas e lojas, e com isto ganhar produtos. Sinceramente? Isso não é bacana. Não que eu seja contra você promover uma marca e lucrar com isso, é só que não é nada legal quando você entra em um blog e só tem posts que promovem alguma marca. A grande magia do blog é o fato de ele ser algo pessoal, ser o seu espaço, o espaço onde você pode falar sobre o que quiser e expor os seus sentimentos. E cá entre nós? É isso que as pessoas gostam de ver em blogs. É claro que todo mundo gosta de entrar em blogs para ver resenhas de produtos ou críticas à algum filme, mas acima disso, as pessoas também gostam daquele texto sentimental, daquele post cheio de dicas por experiências próprias, ou até mesmo daquele  post com um monte de fotografias tiradas pelo próprio blogueiro. Isso aproxima o leitor do blogueiro, e é isso que fará com que eles voltem ao seu espaço futuramente.

 4. As pessoas já estão cansadas de certos assuntos.
 Se tem uma coisa que eu posso te garantir é que dificilmente você publicará algo completamente original no seu blog. Acredite em mim quando eu digo que tudo o que você fizer no seu blog, algum outro blogueiro já fez. Portante se dedique, pois vai de você ser o blogueiro que fez isto da melhor maneira, ou da pior maneira. Ah, e é claro, seja criativo. Quando eu digo criativo não é no sentido de criar coisas novas, até porque eu acabei de dizer que dificilmente você conseguirá fazer isto. Mas seja criativo no sentido de fazer as mesmas coisas porém de maneiras diferentes. Toda vez que você tiver uma ideia para um post, pesquise para ver se alguém já fez aquilo, e com base no que você encontrar, tente criar novas maneiras de faze-lo. E por último, evite aqueles posts clichês como TAGs famosas e coisas do tipo, todo mundo já está cansado de tudo isso.

 5. Você não vai conseguir rios de dinheiro com o seu blog.
 Bom, é claro que eu não posso generalizar, pois você pode sim ser o novo hit da internet e ficar super famoso do dia para a noite, porém as chances de isso acontecer são minimamente minimas, portanto tire da cabeça a ideia de que com alguns meses de blog você já estará se sustentando com o dinheiro que ganha através do blog. Se esse for realmente o seu objetivo então você terá que se esforçar muito, mas muito mesmo, pois eu conheço blogueiros que estão no ramo há anos e mesmo com um bom público ainda não conseguiram nem 30 dólares com o Google ASsense.

 Agora que você já leu tudo isso está na hora de repensar se você realmente quer ter um blog. Caso a resposta seja sim (e eu espero que seja), eu só tenho a te dizer uma coisa: vai fundo. Criar um blog pode te agregar diversas coisas, como por exemplo amigos incríveis. Além disso essa pode ser uma maneira de você colocar para fora tudo aquilo que você está sentindo, ou até mesmo algo que você tenha a dizer e que pode ajudar outras pessoas.

 Se o seu objetivo é conquistar um público bacana e ativo, confesso que no começo não será nada fácil. Mas não desista, uma hora os resultados chegam e ai você só precisa aproveitar e continuar fazendo aquilo que te da tanto prazer, pois é isto que o seu blog deve ser para você, uma fonte de prazer, uma forma de fugir da realidade de vez em quando. Como eu gosto de dizer: o seu blog é o pedaço de você que todo mundo pode ver.
Gay

WE ARE ORLANDO

Fotografia por: Layla Fernanda

 12 de junho de 2016. Já se passaram 365 dias, mas meu coração ainda sangra, minha garganta ainda prende o grito ansioso para sair do peito, meu cérebro ainda tenta encontrar uma justificativa para tamanho ódio.

 Cinquenta. Este foi o número de vidas perdidas por conta da propagação de ódio e da falta de tolerância com a diferença. Mas a questão é: que diferença? Nossa estrutura física é a mesma, nossas qualidades e defeitos são os mesmos, nossa capacidade de pensar é a mesma, nossa forma de amar é a mesma. Sabe quais as únicas diferenças entre nós? Vocês não precisam se esconder em meio a uma sociedade que vos oprimem; vocês não precisam se preocupar em serem julgados por quem amam ou deixam de amar; vocês não precisam trancar grande parte de suas identidades dentro de um armário; vocês não precisam se privar de frequentar locais específicos; vocês não precisam fingir gostar de alguém que não gostam; vocês não precisam se preocupar em serem vítimas de comentários ofensivos; vocês não precisam se preocupar em serem inferiorizados por aquilo que gostam de ouvir, assistir ou vestir. Vocês simplesmente não precisam se preocupar. Não como nós.

 Há exatos 365 dias minha comunidade chorou em comunhão, nós nos vimos sem chão, sem apoio, sem voz. Há exatos 365 dias minha comunidade percebeu que o que conquistamos ainda não é o suficiente. Há 365 dias, não só a minha comunidade como todo o mundo pôde perceber o quanto ainda sofrermos por sermos quem somos.

 “Ele viu dois homens se beijando em Miami há alguns meses e ficou muito irritado.” Esta foi a justificativa que tivemos que engolir por conta de um terrível massacre que levou mais de 50 vidas. Se para ele foi irritante ver dois homens se beijando, imaginem como foi para mais de 50 pais e mães enterrarem seus filhos por conta da ainda presente intolerância à diversidade.

 Eu me lembro de brincar com arminhas de água junto aos meus primos durante minha infância. Nada era mais gostoso do que correr na rua debaixo de um sol de 30° e atirar água neles. Porém os tempos mudaram, e com o envelhecimento alguns decidiram trocar o instrumento de diversão por armas de verdade, armas que podem tirar vidas. Será que essas pessoas esqueceram de que não estão mais lidando com arminhas de água?

 Hoje eu posso ver, mais do que nunca, o quanto ainda somos injustiçados, o quanto estamos em desvantagem. É difícil saber quando viveremos em uma sociedade onde as pessoas se darão conta de que dois homens na rua andando de mãos dadas não é algo anormal, assim como o órgão com o qual você nasce não determina quem você é. Porém, como o bom esperançoso que sou, eu ainda acredito que tudo isso vá mudar. Eu ainda acredito que um dia seremos vistos simplesmente como seres humanos, sem precisarmos nos encaixar em rótulos que só determinam quem amamos ou deixamos de amar.

 12 de junho de 2017. Já se passaram 365 dias, mas a luta ainda não acabou.