Deixa eu bagunçar você?

14.4.18
 Talvez seja a forma genuína como você sorri, ou a forma como você me beija e me acaricia quando estou desprevenido, ou até mesmo a forma como me faz passar 5 segundos de vergonha em todos os lugares em que vamos; mas de alguma forma você faz com que eu me apaixone de novo e de novo a cada dia que se passa. Me apaixone pela vida, me apaixone por mim, me apaixone por você.

 Uma das coisas que a nossa relação me ensinou foi a finalmente enxergar este laço de companheirismo e de afetividade como algo que pode durar para sempre - até que a morte nos separe -, pois antes disto eu sempre olhava para os relacionamentos alheios como um produto que tem prazo de validade. Não que muitos não tenham, mas de fato hoje eu acredito que um relacionamento pode durar, e eu farei o possível para que o nosso seja um deles.

 Eu acho que eu nunca te disse isso, mas muito obrigado por pegar a minha mão no primeiro dia em que nós saímos, naquele momento eu precisava de algo além de uma bela amizade, e hoje eu sei que este espaço não poderia ter sido preenchido por qualquer outra pessoa. Seja no encontro dos nossos lábios ou no encontro de nossos espíritos animais, sempre que eu te toco eu sinto que você é a pessoa certa, é a pessoa com a qual eu quero estar, é a pessoa com a qual eu quero ser feliz.

 17 + 21 = 38. Diferente do que Brás Cubas disse em suas memórias póstumas, na nossa relação dois ímpares uniram um par, e nós sabemos que no fim das contas é isto que importa. Eu não espero que você me dê flores, chocolates ou um ingresso para o show da Demi, eu só espero que você lute pela sua felicidade e saiba que, se isto for feito, então eu estarei feliz.

 Eu poderia encerrar este texto com o clichê namora comigo?, mas ao invés disto eu prefiro encerrar com a frase que reflete toda a nossa relação: deixa eu bagunçar você? 


 eu te amo.
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Como eu concilio os estudos, o trabalho e o blog?

14.3.18
Foto de: Matthew Henry
 Conciliar os estudos, o trabalho e o blog não é novidade para mim, afinal de contas, isto já faz parte da minha rotina há mais de um ano. Entretanto, neste ano existe um novo elemento que demanda boa parte do meu tempo e da minha disposição: o vestibular. Pois é, ele sempre pareceu algo bem distante para mim, mas agora ele chegou, e ou eu me dedico para passar ou eu terei que aguardar no mínimo mais 6 meses para ingressas na faculdade, algo que definitivamente não quero.

 Como eu sei que muitos de vocês também estão passando por essa mesma situação, eu decidi compartilhar a minha forma de conciliar tudo isso. É claro que nem todos que me acompanham também possuem um blog, mas acredito que muitos de vocês, agora que estão no terceiro ano do ensino médio, precisam conciliar os estudos com pelo menos mais alguma coisa que ocupe boa parte da sua rotina. 

 Inicialmente é necessário que falemos sobre a organização. Pois é, eu sei que nem todo mundo têm aquela paciência e disposição para separar todos os livros por ordem de sobrenome de autor, ou então as roupas por cores e tons diferentes, mas quando falamos em conciliar tarefas que exijem bastante de nós, é extremamente importante que adquiramos uma organização mais eficaz. E quando eu digo eficaz eu não estou dizendo que você precisa organizar tudo igual às fotos que vemos no Pinterest, você só precisa de um método de organização que funcione para você. Portanto, se você gosta de anotar suas tarefas em agendas, anote! Se você não gosta e prefere usar o bloco de notas do celular, não tem problema, use! Existem inúmeros métodos de organização disponíveis na internet e outras inúmeras ferramentas que podem te auxiliar no dia a dia, é só pesquisar, testar e ver quais são as que melhor funcionam para você. O que não vale é usar aquele típico discurso de eu entendo a minha bagunça, porque no fundo todos nós sabemos que você não entende é coisa nenhuma. 

 Ainda falando sobre organização, uma coisa que têm funcionado muito para mim são as checklists. Até o final do ano passado checklist para mim se resumia a compras em supermercados, mas ai eu descobri que inúmeras pessoas utilizavam este método para organizar os estudos, as tarefas diárias, as tarefas do trabalho, etc. Com o tempo eu criei o hábito de utilizá-las, e hoje em dia não consigo mais viver sem. A grande questão da organização é que independente do método ou da ferramenta que você utilize, inicialmente ela sempre será algo chato de se fazer, pois você ainda não possui o hábito. A partir do momento em que isto se torna um hábito, você passa a ver as grandes melhorias que tudo isto traz para a sua vida. 

 Eu não sei do trabalho e da função de cada um, mas pelo menos o meu não requer eu realize atividades relacionadas ao trabalho fora do meu ambiente corporativo. É por isto que a minha maior preocupação acaba se voltando aos estudos. No final do ano passado eu decidi tirar alguns dias para pensar em estratégias que eu poderia adotar para não ter que passar os finais de semana em casa com a cara nos livros. A primeira coisa na qual eu pensei foi: por que estudar em casa o que eu posso estudar na escola? Com este questionamento eu percebi que inúmeras coisas que eu deixava para estudar em casa, poderiam ser estudadas na escola, que já é o ambiente próprio para isto. Sabe um hábito terrível que eu carreguei durante todos os meus anos de estudante? Nas aulas vagas, ao invés de fazer atividades de outras matérias ou revisar conteúdo, eu sempre optava por ficar conversando com os amigos. É claro que isto não é de todo o mal, mas precisamos aprender a dosar, e foi justamente o que eu fiz. Agora eu aproveito cada minuto na escola para revisar e aprender o máximo de conteúdo que eu consigo, e já adianto que até o momento tem dado muito certo

 Outra mudança muito importante que eu decidi fazer neste ano foi trocar os meus cadernos por um fichário. Quando eu era menor eu tinha muita vontade de usar fichário ao invés do caderno, mas por ser uma pessoa desorganizada eu sempre acabava desistindo por pensar que não conseguiria organizar todas as folhas, as matérias, etc. Porém, como para este ano uma das minhas metas já era me tornar uma pessoa mais organizada, eu decidi que estava na hora de comprar um fichário e aprender a utilizá-lo. Quer saber o resultado? Eu não tenho a menos pretensão de voltar a utilizar caderno! Além de carregar menos peso na bolsa, é muito melhor na hora de poder revisar o conteúdo e também de fazer anotações nas aulas. 

 Ah, e já que eu falei em anotações, é importante dizer que a última mudança relacionada aos meus estudos neste ano foi a troca do meu método de anotação, que deixou de ser aquele método clássico e passou a ser o método Cornell, que se diferencia dos demais pela forma como a folha é divida para que sejam feitas as anotações. Se vocês quiserem eu posso fazer um post futuramente explicando como eu utilizo o método Cornell para as minhas anotações diárias e para os resumos. 
 Bom, essa é a hora em que vocês me perguntam: e onde entra o blog nisso tudo? Este, até o momento, está sendo o mais difícil de se encaixar na minha rotina. Eu não estou conseguindo conciliar o blog com os demais elementos da forma que eu desejo, mas acredito que isto não é algo totalmente negativo. Essa é outra coisa muito importante de ser observada dentro de uma rotina: nós não precisamos conciliar mil coisas ao mesmo tempo, e mesmo que precisemos, algumas coisas simplesmente não se encaixarão, pois outras requerem muito mais do nosso tempo e do nosso empenho.

 O que eu tenho feito para não deixar o blog completamente desatualizado é estar sempre pensando e anotando ideias para novos posts, e aí quando surge um tempo livre eu consigo desenvolvê-lo sem muito esforço, afinal de contas, já adiantei uma parte do processo de criação. Ademais, uma dica muito importante que eu queria dar para todos é: aproveite os pequenos momentos livres para resolver as coisas mais simples. Neste ano, por exemplo, eu estou tendo que ler alguns livros que foram solicitados pelo meu professor de literatura, e como eu não tenho um grande intervalo de tempo na minha semana para sentar e ler com calma, eu optei por estar sempre lendo nos percursos entre escola - trabalho e trabalho - casa, e por mais que nem sempre eu consiga ler bastante, é muito melhor ler 20 páginas por dia do que não ler nada durante a semana toda. 

 E eis que chega o fim de semana. Ai vocês devem pensar que eu durmo até 12hs, faço as tarefas de casa e depois vou estudar novamente, né? Pois bem, vocês estão errados. Desde o ano passado que eu estabeleci um acordo comigo mesmo, que é não abrir mão de todo o meu lazer por conta dos estudos ou do trabalho, então eu meio que estabeleci uma regra de sair um dos dias do fim de semana (geralmente aos sábados), e no outro eu tiro o dia para descansar, fazer minhas atividades da escola e estudar para o vestibular. 

 Eu sei que lendo tudo isso parece que é uma rotina impossível e que eu não tenho tempo sequer para respirar, mas na verdade aos poucos eu estou conseguindo encaixar tudo de uma forma que não seja prejudicial para a minha saúde nem para o meu bem-estar. Eu prezo pelos meus estudos assim como prezo pelos meus rolês aos fins de semana. E sabe de uma coisa? É isso que importa. O importante é você estar contente e satisfeito consigo mesmo e com a vida que está levando.Não adianta passar um ano inteiro abrindo mão de tudo aquilo que te faz feliz para se dedicar aos estudos. O vestibular é algo importante? Com certeza. Ele define a pessoa que você é? Definitivamente não!
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Marcas de Slow Fashion para conhecer e se apaixonar

24.2.18
Foto da marca Ayala
 Slow Fashion é um movimento criado através da preocupação com os impactos negativos causados pela indústria da moda ao nosso planeta. É um movimento que preocupa-se com a sustentabilidade e com um consumo consciente de seus clientes, tendo como propósito criar peças atemporais, de boa qualidade e que realmente possuam uma identidade, tudo isto através de um modelo de produção desacelerado e que preza por uma mão de obra justa e devidamente remunerada.

 Uma das maiores dificuldades em vestir peças de marcas Slow Fashion é justamente encontrá-las para comprar por um preço acessível, já que poucas marcas deste segmento são divulgadas nas grandes mídias. Eu, por exemplo, só tive conhecimento de marcas com este propósito a partir do momento em que passei a seguir pessoas que simpatizam com este movimento e colaboram para que ele continue existindo. Portanto, já que hoje eu posso ser considerado uma destas pessoas que simpatizam e contribuem para a causa, me sinto na responsabilidade de compartilhar com vocês algumas das marcas que eu conheço e admiro.

 Antes de tudo é necessário dizer que eu não sou (ou já fui) um cliente ativo de todas as marcas, mas isto não anula o fato de que eu acredito e simpatizo com o propósito de cada uma. Além do mais, acho muito importante compartilhar com vocês marcas de propósitos e posicionamentos diversos, já que nem todos os meus leitores compartilham das mesmas ideologias, biotipos, orientações sexuais e gêneros. Foi justamente através desta reflexão que eu reuni um total de 4 Marcas de Slow Fashion para conhecer e se apaixonar.

Ayala
 Ayala é uma marca Slow Fashion que se preocupa com o bem-estar e autoestima das mulheres, independente de seus tamanhos. Eu conheci a marca através da encantadora Layla Brigido, que nesta última semana posou para algumas fotos com peças Plus Size da Ayala, o que me fez acessar a loja da marca e ficar completamente encantado com a beleza das peças e do propósito da marca. 

 Em tempos quando se fala tanto em empoderamento feminino, é essencial que este lugar de fala também seja ocupado por mulheres gordas, que acabam sendo uma das mais afetadas pelo padrão de beleza europeu imposto pelos grandes canais de comunicação. O papel da Ayala e de diversas outras marcas que se preocupam com a beleza do corpo feminino, seja ele magro ou gordo, branco ou negro, cis ou trans, é de contribuir para esta autoaceitação tão importante para as mulheres da nossa sociedade. 

Lucas Matheus
 Desde que eu passei a utilizar a moda como a ferramenta de comunicação que ela realmente é, uma das minhas maiores buscas foi por roupas sem gênero, roupas com cortes e caimentos que sirvam tanto para homens quanto para mulheres. É por isto que eu fico imensamente feliz quando tenho a oportunidade de compartilhar marcas como a Lucas Matheus, uma marca Slow Fashion que produz peças para todxs. 

 Atualmente a moda agender vêm conquistando cada vez mais espaço dentro deste cenário fashion, algo que me deixa imensamente feliz, pois me traz a sensação de que cada vez mais estamos nos utilizando da moda para comunicarmos quem somos e no que acreditamos. E quando falamos em moda agender não necessariamente precisamos falar de homens vestindo saias, mas de pessoas que vestem aquilo que as deixam confortáveis e que mostra suas reais identidades.

Snipper
 Snipper é uma marca carioca que tem como objetivo trazer ao mercado uma moda masculina mais casual e que possua a essência do Rio. A marca faz questão de ressaltar a beleza negra e também de utilizar estampas e cores que façam referência à cultura africana.

 Eu conheci a Snipper quando passei a buscar por peças com estampas e cores símbolos da cultura africana. Como eu já disse inúmeras vezes, a moda é uma das minhas principais ferramentas de comunicação, portanto não é surpreendente que eu tenha sentido a necessidade de utilizar peças que afirmem essa minha essência quando eu finalmente passei a me enxergar como negro (isto já é assunto para outro post, que sairá em breve). É por isto que eu gosto tanto da Snipper, porque ela possibilita que nós, negros, tenhamos acesso a peças que simbolizem a cultura de nosso ancestrais, fazendo assim com que tenhamos outra alternativa além de nos vestirmos de acordo com o padrão europeu. 

Urban Flowers
 E como já era de se esperar, eis aqui a Urban Flowers, uma das minhas marcas favoritas quando o assunto é Slow Fashion. Para quem não conhece, a Urban Flowers é uma marca de sapatos veganos e artesanais que conquistou muitos consumidores pelos seus lindos designs e pelo seu preço super acessível.

 Confesso para vocês que uma das minhas primeiras preocupações ao parar de consumir peças de Fast Fashion (falo sobre isso aqui) foi encontrar sapatos produzidos fora deste sistema, afinal de contas, roupa é mais fácil de substituir, é só ir em brechós (na maioria das vezes). Agora sapatos... Mas felizmente eu estava bem enganado, e algumas semanas depois de iniciar esta jornada eu conheci a Urban pelo Instagram. Inicialmente eu acreditei que não teria condições de adquirir qualquer sapato, pois são todos muito lindos e diferenciados, mas aí eu entrei no site e pulei de alegria ao ver essas belezuras por apenas R$89,99. É por isto que hoje em dia quando me pedem recomendação de marcas sustentáveis, veganas ou Slow, a primeira que eu sempre falo é a Urban, não só pela qualidade do produto como também pelo preço que é bastante acessível.

Bônus: Paninhos
 Essa não é uma marca de Slow Fashion mas encaixa-se muito bem no quesito sustentável, e portanto decidi compartilhá-la com vocês. A Paninhos é uma marca que tem o objetivo de auxiliar as pessoas a diminuírem o lixo que produzem. Portanto, no site deles é possível encontrar muitas alternativas artesanais para uma menor produção de lixo, como guardanapos de pano, canudos reutilizáveis de bambu (eu achei isso simplesmente genial), saquinhos reutilizáveis, estojos para talheres, etc... E quase tudo é feio de tecido, daí surge o nome Paninhos.

 Queria aproveitar também para recomendar um blog que é o primeiro a vir à minha mente quando o assunto é lixo zero, que é o Um ano sem lixo. O blog é escrito pela Cristal, e lá ela compartilha muitas alternativas  para te ajudar a diminuir a quantidade de lixo que você produz, o que vai desde produtos de limpeza naturais (inclusive ela também ensinou no canal da JoutJout, clique aqui para assistir) até desodorantes também naturais. 

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 Eu realmente espero que este post seja útil para todos vocês. Eu tentei trazer marcas com diferentes propósitos e que ofereçam produtos para todos os públicos, tudo isso por um preço "acessível". Eu costumava acreditar que quase não existiam marcas Slow que vendessem por preços aos quais eu poderia pagar, mas hoje eu sei que isto não é uma verdade absoluta, pois a cada vez em que me disponho a pesquisar por marcas desse segmento, eu acabo me surpreendendo com uma nova. Portanto, meu maior conselho é: pesquise. Assim como eu, existem muitos outros blogueiros e Youtubers que falam sobre esse assunto e que provavelmente já recomendaram algumas marcas e produtos. 

 E aqueles que estiverem a procura de mais opções podem me chamar na direct do Instagram (@ogustavomendes) que eu ficarei imensamente feliz em compartilhar com vocês mais algumas marcas que eu conheço mas que acabei não citando neste post.
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Músicas para escutar em 2018

21.2.18
Imagem do clipe Bumbum de ouro - Gloria Groove
 Enquanto estava pensando em algum possível tema para ser abordado aqui no blog, acabei me dando conta de que uma das coisas da qual eu me reaproximei neste início de 2018 foi a música. Não sei se por conta do carnaval, mas eu simplesmente não consigo mais escutar qualquer música e ficar parado, ou eu estou cantando e dançando pela casa, ou eu estou ao menos cantando e dançando com a cabeça, haha. E por incrível que pareça, essa minha reaproximação da música aconteceu por conta da música brasileira, que vem a cada dia conquistando um novo espacinho do meu coração.

 Há uns 3 anos atrás eu não conseguia ouvir música nacional, as únicas ocasiões em que escutava eram nas festas de família, mas de resto eu estava sempre com meu fone de ouvido escutando alguma diva pop internacional e comentando sobre a vida da mesma no Twitter. Mas aos poucos esse gosto foi mudando, e posso dizer que grande parte dessa mudança se deu graças às novas divas do pop nacional, como por exemplo a Anitta. Daí em diante eu passei a conhecer mais do MPB (obrigado Yves), do funk, do próprio pop nacional, e quando eu me dei conta já possuía playlists no Spotify somente com músicas nacionais.

 A partir de todos esses estilos eu criei uma playlist de músicas para escutar em 2018, e fiz questão de colocar muita música nacional, pois acredito que é extremamente importante passarmos a valorizar nossos artistas que são incrivelmente talentosos e que se esforçam para ter o reconhecimento que merecem. Portanto, se preparem para mais de 1 hora e meia de muita Anitta, Gloria Groove, IZA, e vários funks contagiantes, além é claro do pop convencional, como Taylor Swift (sim, eu me rendi ao Reputation) e Dua Lipa.  ...Ready for it?

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