Gay

WE ARE ORLANDO

Fotografia por: Layla Fernanda

 12 de junho de 2016. Já se passaram 365 dias, mas meu coração ainda sangra, minha garganta ainda prende o grito ansioso para sair do peito, meu cérebro ainda tenta encontrar uma justificativa para tamanho ódio.

 Cinquenta. Este foi o número de vidas perdidas por conta da propagação de ódio e da falta de tolerância com a diferença. Mas a questão é: que diferença? Nossa estrutura física é a mesma, nossas qualidades e defeitos são os mesmos, nossa capacidade de pensar é a mesma, nossa forma de amar é a mesma. Sabe quais as únicas diferenças entre nós? Vocês não precisam se esconder em meio a uma sociedade que vos oprimem; vocês não precisam se preocupar em serem julgados por quem amam ou deixam de amar; vocês não precisam trancar grande parte de suas identidades dentro de um armário; vocês não precisam se privar de frequentar locais específicos; vocês não precisam fingir gostar de alguém que não gostam; vocês não precisam se preocupar em serem vítimas de comentários ofensivos; vocês não precisam se preocupar em serem inferiorizados por aquilo que gostam de ouvir, assistir ou vestir. Vocês simplesmente não precisam se preocupar. Não como nós.

 Há exatos 365 dias minha comunidade chorou em comunhão, nós nos vimos sem chão, sem apoio, sem voz. Há exatos 365 dias minha comunidade percebeu que o que conquistamos ainda não é o suficiente. Há 365 dias, não só a minha comunidade como todo o mundo pôde perceber o quanto ainda sofrermos por sermos quem somos.

 “Ele viu dois homens se beijando em Miami há alguns meses e ficou muito irritado.” Esta foi a justificativa que tivemos que engolir por conta de um terrível massacre que levou mais de 50 vidas. Se para ele foi irritante ver dois homens se beijando, imaginem como foi para mais de 50 pais e mães enterrarem seus filhos por conta da ainda presente intolerância à diversidade.

 Eu me lembro de brincar com arminhas de água junto aos meus primos durante minha infância. Nada era mais gostoso do que correr na rua debaixo de um sol de 30° e atirar água neles. Porém os tempos mudaram, e com o envelhecimento alguns decidiram trocar o instrumento de diversão por armas de verdade, armas que podem tirar vidas. Será que essas pessoas esqueceram de que não estão mais lidando com arminhas de água?

 Hoje eu posso ver, mais do que nunca, o quanto ainda somos injustiçados, o quanto estamos em desvantagem. É difícil saber quando viveremos em uma sociedade onde as pessoas se darão conta de que dois homens na rua andando de mãos dadas não é algo anormal, assim como o órgão com o qual você nasce não determina quem você é. Porém, como o bom esperançoso que sou, eu ainda acredito que tudo isso vá mudar. Eu ainda acredito que um dia seremos vistos simplesmente como seres humanos, sem precisarmos nos encaixar em rótulos que só determinam quem amamos ou deixamos de amar.

 12 de junho de 2017. Já se passaram 365 dias, mas a luta ainda não acabou.
Mudar a Perspectiva

Por que não experimentar um novo caminho?

 Geralmente quando eu me vejo em meio a um bloqueio criativo onde não consigo desenvolver atividades escolares ou produzir novo conteúdo para o blog, eu procuro inspiração no ambiente à minha volta, na cidade, nos outdoors, nas conversas. A última vez em que eu fiz isto foi esta semana, quando eu estava me perguntando qual seria o tema do próximo post para o blog e decidi então buscar inspiração do lado esquerdo da rua.

 Todos os dias eu faço o mesmo caminho da minha escola até o ponto de ônibus mais próximo. Neste dia eu decidi que, ao invés de virar à direita no final da rua, eu vivaria a esquerda e pegaria o ônibus no ponto anterior, o que me proporcionaria uma nova perspectiva do ambiente pelo qual eu passo todos os dias. E não é que deu certo? Afinal de contas, este post é resultado justamente desta troca de perspectiva.

 Muitas vezes nós nos prendemos à rotina mecânica e temos todos os dias a mesma perspectiva sobre as mesmas coisas, por isto quando fazemos algo que afeta esta perspectiva, por mais simples que seja, acabamos criando e desenvolvendo novas ideias. Todos os dias eu viro à direita no final da rua e dou de cara com uma lanchonete e um ponto sem banco nem cobertura. Ao virar à esquerda eu pude ter uma perspectiva do ambiente que até então se restringia a minha visão de quem vem do início da avenida e entra à esquerda, não podendo assim vivenciar a experiencia que é sair de uma das ruas e virar a esquerda, seguindo pela avenida.

 Para muitos isso pode não passar de uma bobagem, e de fato para algumas pessoas isso pode não ajudar em nada. Mas o que eu quero dizer é que se prender à somente uma coisa pode fazer com que você perca experiencias e oportunidade incríveis. Imaginem que você foi em um restaurante pela primeira vez e pediu um prato que você amou, e a partir daí todas as vezes em que você foi a este restaurante você pediu o mesmo prato. Não podemos negar que este prato é realmente bom, mas se prender a ele faz com que você perca a oportunidade de experimentar outros pratos que podem ser tão bons quanto este.

 Portanto, uma dica que eu tenho para dar a todos aqueles que trabalham com a criatividade ou que dependem dela para realizar alguma tarefa é que se permitam sair da rotina. Se todo dia você acorda às 06:00 e pega o primeiro ônibus que passa no ponto, arrisque acordar às 06:10 e pegar o próximo ônibus. Se todos os dias você faz o mesmo percurso de casa para a faculdade, pegue um dia e mude este percurso. Se você sempre pede o mesmo lanche no McDonalds, da próxima vez que você for se permita pegar algo que você ainda não tenha experimentado.

 A vida é muito curta para vivermos de forma mecânica seguindo o mesmo roteiro dia após dia. 
blogosfera

Como é estudar, trabalhar e manter o blog atualizado?

 Aqueles que trabalham e estudam durante a semana me entendem quando eu digo que não é fácil manter o blog atualizado com um conteúdo bacana e com uma frequência agradável. Mas vejamos bem, não ser fácil não significa ser impossível, portante se você está nesta situação saiba que você não é o único e que é possível fazer as três coisas ao mesmo tempo.

 Não sei se todos vocês sabem, mas este ano o blog completa seus 4 aninhos de vida, e a pergunta que eu não consigo deixar de me fazer é: como eu consegui? Olha, confesso pra vocês que não foi fácil. Lá atrás, nos 2 primeiros aninhos do blog, eu levava tudo como algo inutil mas que eu fazia por distração, até porque eu acreditava que ninguém lia aquilo que eu publicava. Já nos dois últimos anos eu mudei meu olhar para o blog, e foi ai que eu comecei a leva-lo mais a sério. Não no sentido de "trabalho", mas no sentido de que "se eu vou publicar algo, então não pode ser qualquer coisa". É claro que nem por isso todos os posts publicados nos últimos dois anos foram maravilhosos, mas a questão é que eu comecei a me dedicar mais.

 E ai como se já não bastasse dividir tempo entre meus outros hobbies, a escola e o blog, neste ano eu comecei a trabalhar, o que me fez questionar se eu realmente queria continuar com o blog. Mas cá entre nós? Eu nunca cogitei abandonar o blog de verdade, até porque ele já não é mais só uma página onde eu posto minhas baboseiras, ele é uma parte de mim que eu quero compartilhar com as outras pessoas.

 Mas a grande questão é: como eu consigo conciliar tudo isso? Bom, no começo do ano confesso que foi muito difícil e cansativo, e vocês podem conferir isto analisando a frequência com que eu postava nos primeiro meses. Porém deixar o blog desatualizado estava me deixando muito cabisbaixo, então eu decidi organizar a minha rotina e tirar alguns minutos do meu dia só para atualiza-lo. Então basicamente a minha rotina se consistia em ir para a escola de manhã, trabalhar de tarde e produzir conteúdo a noite. Vendo assim nem parece nada de mais, né? 

 As coisas começaram a se complicarem quando foi chegando o primeiro período de provas, onde eu tinha que optar por estudar ou manter o blog. Foi ai que eu vi que não daria mais para manter o blog atualizado seguindo este mesmo esquema, o que me levou a procurar novas formas de organização. No final eu acabei optando por uma que vocês provavelmente pensaram logo de cara mas que para mim demorou para aparecer, que foi escrever os posts nos fins de semana. E é exatamente isto o que eu faço agora, eu escrevo no mínimo 2 posts todos os fins de semana e vou liberando durante a semana, dessa maneira eu não preciso me preocupar tanto com o blog em meio à correria da semana.

 Então se você está vivenciando isto agora e está pensando em abandonar o seu blog, ou está desanimado porque não está conseguindo produzir na frequência que deseja, a dica que eu tenho para te dar é: procure outras formas de organização. Eu conheço pessoas que escrevem o rascunho do post no celular durante as viagens de ônibus de um lugar para o outro e quando chegam em casa só adicionam as imagens e finalizam o texto. Conheço também outras pessoas que só produzem conteúdo uma vez por mês; então eles pegam aquele feriado prolongado ou aquele fim de semana sem compromissos e dedicam todo o seu tempo à produzir inúmeros posts. No geral, o que eu quero dizer é que cada um tem uma maneira própria de organizar o conteúdo do blog, você só precisa encontrar a sua.

 E por último uma dica que eu considero muito importante: escreva, mesmo se você não estiver inspirado. Esse texto por exemplo, eu estou escrevendo em uma noite de domingo, e confesso que estou sem inspiração nenhuma, só estou escrevendo porque eu sei que depois isso aqui pode resultar em um bom post (se você está lendo agora é porque deu tudo certo, amém) quando eu estiver em um bom dia e decidir revisar e aprimora-lo. 

 Portanto, se você realmente gosta de ser blogueiro e tem um carinho especial pelos seus leitores e pelo conteúdo que você produz para o seu espaço virtual, deixe de se autossabotar dizendo "não tenho tempo para o blog" e comece a pensar em "como eu posso encontrar tempo para o blog?", algo que é possível se você se dedicar.
Daily vlogs de viagens

3 youtubers para quem ama vídeos de viagens

 Não sei vocês, mas uma das coisas que eu mais gosto de ver no youtube (e talvez em toda a internet) é vídeos de viagens, sejam eles daily vlogs ou vídeos mais produzidos. A questão é que eu sou um grande aspirante a viajante (só me falta o famoso money mesmo), e enquanto eu não coloco isto em prática eu acompanho as pessoas que o fazem, viajando para todos os cantos do globo.

 Como eu vivo procurando novos vídeos de viagens eu acabei conhecendo e desenvolvendo um carinho especial por alguns youtubers, alguns que vocês provavelmente já conhecem e outros que ainda não. A primeira de quem eu irei falar hoje é provavelmente a mais conhecida entre todos vocês, que é a Bruna Vieira do Depois dos Quinze, minha youtuber favorita e uma pessoa que eu admiro muito.

 Quem acompanha a Bruna sabe o tanto de viagens incríveis que ela já fez, e como isso acabou se tornando algo muito frequente para ela, no seu canal conseguimos encontrar vídeos e daily vlogs feitos em vários lugares desse mundo enorme, principalmente nos Estados Unidos, país onde ela mora atualmente.
 O segundo youtuber que eu quero compartilhar com vocês é o meu favorito quando o assunto é vídeos de viagens, que é o Vitor Liberado. Diferente do que estamos acostumados a ver em vlogs/vídeos de viagens, o Vitor trás para seu canal um conteúdo extremamente bem produzido, além de imagens incríveis.

 Assim como a Bruna que já morou uma época nos Estados Unidos, o Vitor já morou durante um bom tempo na Austrália, onde ele gravou muitos vídeos sobre a vida no país, o que pode ajudar bastante aqueles que pretendem ir ao país para morar ou para estudar. Além de tudo isso, ele é um cara que ama Road Trips, então se você gosta de vídeos nesse estilo o canal dele provavelmente irá te conquistar. P.S.: Super recomendo a série de vídeos que ele fez pela Europa, é simplesmente fantástica.
 E por último temos a dupla que alguns de vocês já devem conhecer há tempos, mas que eu só vim conhecer recentemente, que é DamonAndJo, uma dupla mega divertida e que adora viajar. Para quem não os conhecem, o Damon é um norte-americano e a Jo é uma brasileira que foi morar nos Estados Unidos quando era pequenininha, e que hoje é naturalizada norte-americana.

 Sim, é um canal gringo, mas diferente do que esperamos, eles também produzem alguns vídeos em português, pois a Jo fala a nossa língua, e o Damon acabou aprendendo por causa da convivência. Super bacana, né? O canal deles, assim como da Bruna, não é voltado somente para viagens, mas eles têm diversos vídeos de viagens por todos os lugares do mundo, então vale a pena acompanhar suas maluquices.

 Bom, esses foram os 3 youtubers para quem ama vídeos de viagens tanto quanto eu. Se algum de vocês conhecerem algum youtuber que também produz bastante vídeos nessa vibe, por favor me recomendem aqui nos comentários. Obrigado pela visita e voltem sempre.
Reflexões

Sinto sua falta mas não te quero de volta

 Os sentimentos dentro de mim são tão conflitantes que eu nem sei por onde começar. Antes de qualquer coisa, saiba que o fato de eu ainda escrever um texto sobre você não faz com que eu não tenha superado que acabou e que o que nós tivemos nunca vai voltar a existir, pelo contrário, é justamente por ter superado que enfim eu sou capaz de colocar para fora tudo o que eu senti durante o pouco tempo em que estivemos juntos.

 Seu amor me pegou, cê bateu tão corte com o teu amor, nocauteou, me tonteou, veio à tona, fui à lona, foi K.O. Acho que esse é o trecho que mais define tudo o que eu senti por você (amém Pabllo Vittar). Foi tudo tão rápido e momentâneo, que quando eu vi já estava completamente apaixonado por você. E sabe o mais engraçado? Eu realmente cheguei a acreditar que você sentia o mesmo. Para falar a verdade, eu acredito que você realmente sentiu o mesmo, mas esse sentimento não se estendeu tanto da sua parte quanto se estendeu da minha, e talvez seja por isso que tenha sido tão mais difícil para mim dizer adeus.

 O melhor de tudo é que apesar de como as coisas acabaram, eu não guardei o menor rancor de você. Chega a ser estranho a forma como eu me pego com o sorriso no rosto todas as vezes em que eu penso no que tivemos, ou todas as vezes quando o meu ônibus passa em frente à sua casa e eu me lembro de quando você me levava até o ponto. Isso é bom, certo? A verdade é que eu ainda sinto a sua falta (porra, e como sinto), mas por mais contraditório que seja, eu não te quero de volta. E eu não estou falando isto para parecer que eu de fato superei, eu estou falando isto porque é a verdade, porque eu sei que foi bom enquanto durou e ponto final.

 Sabe as fotos que nós tiramos após um dos melhores momentos da minha vida? Eu ainda tenho todas elas, em arquivos e em sentimentos, pois elas sempre estarão em um lugar especial do meu coração, assim como tudo o que vivemos naquele dia. Ta vendo, é por isso que eu não consigo guardar rancor de você, porque tudo o que nós tivemos me fez tão bem que eu estaria sendo injusto comigo mesmo de jogar fora todos os aprendizados que eu adquiri enquanto estive com você.

 No total foram três semanas. Ou melhor, foram As três semanas, pois eu fiz nesse tempo o que eu esperei dezesseis anos da minha vida para fazer, que foi amar e ser amado por alguém em quem eu confiasse. Nessas três semanas eu aprendi mais sobre mim mesmo do que eu aprendi em dezesseis anos, e eu sempre serei grato a você por ter me proporcionado tudo isso, por ter feito com que eu pudesse ver o Gustavo que estava escondido em algum lugar lá dentro de mim.

 Eu não queria que as coisas tivessem acabado como acabou, mas eu sei que foi o melhor para ambos. Talvez, se tivéssemos levado isto por mais tempo, as coisas teriam acabado de uma maneira pior, onde ambos sairíamos muito mais machucados. Mas quer saber? Chega de me lamentar, a minha vida está só começando e eu sei que muitos amores ainda virão.

 Por hora, a única coisa que eu posso fazer é te agradecer por ter sido o primeiro.